Menopausa – prevenção, sintomas e infusões que auxiliam

Olá a todos! Nesta quinzena trataremos de um tema que, tenho certeza, afeta muitas das nossas leitoras: os sintomas do climatério, ou menopausa.

A menopausa é definida como a última menstruação da vida de uma mulher, o que geralmente ocorre entre os 48 e os 55 anos. A partir daí e, por alguns anos, a mulher percorre uma fase de transição, da vida adulta reprodutiva para a não-reprodutiva, ou senilidade. A essa fase, tão cheia de transformações, damos o nome de climatério.

E o que acontece nesse período? Basicamente, os ovários deixam de produzir os hormônios sexuais femininos que, além da função reprodutiva, também protegem coração e cérebro contra infartos e derrames, mantêm a densidade óssea, dentre muitas outras funções. Para se ter uma ideia, a falta de estrogênio, um dos hormônios sexuais femininos, pode acarretar em sintomas depressivos e de irritabilidade. Pode também afetar os centros de regulação de temperatura, e gerar os famosos “calorões”, ou fogachos. Na região genital, ressecamentos ou dores podem aparecer.

A mulher que se encontra ao redor de sua menopausa pode apresentar sintomas mais ou menos evidentes,  a depender de sua sensibilidade, seu peso, seu psiquismo, da prática de atividades físicas e até do contexto de sua vida.

Ainda que somente o ginecologista possa avaliar se a mulher tem ou não indicação de “repor” os hormônios faltantes – principalmente o estrogênio – e se não há restrições para isso, algumas medidas não hormonais podem sim auxiliar no controle dos tão temidos sintomas do climatério.

A primeira medida – e fundamental – é a prática de atividades físicas. O importante é mesclar tanto atividades cardiovasculares (corrida, caminhada, bicicleta, natação), com atividades de força (musculação, pilates). A primeira auxilia na manutenção do peso adequado, enquanto a segunda fortalece a musculatura, e, por consequência, a densidade óssea.

Medidas como dieta equilibrada, consumo de cálcio (leite e derivados) e atividades de lazer também trazem benefícios – em qualquer idade, não é mesmo?

Também se observa que algumas plantas podem auxiliar nos mais diversos sintomas da menopausa. Dentre elas, destaca-se a soja, que contém isoflavona, uma substância que é convertida em um tipo fraco de estrogênio. É por isso que a isoflavona é chamada de fitoestrógeno.

As isoflavonas (que na verdade são vários tipos) não estão presentes só na soja, mas também em brotos de alfafa, na linhaça, no trevo vermelho.

Outra planta que parece auxiliar as mulheres nessa fase é a erva de São Cristóvão (ou Cimicifuga racemosa). Esta planta é geralmente prescrita em cápsulas pelo ginecologista e tem mostrado resultados interessantes.

Ainda sem evidências mais concretas, a folha da amora branca, sob infusão, parece aliviar os calorões mais leves. Já as infusões de tília e de passiflora (a flor do maracujá) parecem auxiliar nos sintomas de depressão e ansiedade.

Em resumo, prezados leitores, sabemos que, por mais que os sintomas da menopausa possam gerar desconforto, é importante que a mulher que passa por essa fase saiba que a maioria desses desajustes podem ser corrigidos – até mesmo para que ela possa aproveitar a maravilhosa fase da maturidade para se descobrir: mais segura, mais linda, pronta para ser feliz e para fazer felizes os que a rodeiam. Amadurecer pode ser uma delícia, sabiam?

Um abraço e até a próxima!

assinatura colunista mari drechmer